LinkedIn: importante ou só mais uma rede social?
Perfil completo, networking de verdade e IA como apoio: o que a Fernanda Moraes defendeu na SESINFO, e por que, pra gente, o LinkedIn é rede de reputação.
Na quarta-feira (7), a professora Fernanda Moraes abriu a noite da SESINFO falando de comunicação, networking e carreira. Um dos pontos centrais foi o papel do LinkedIn na vida profissional de quem ainda está na graduação.
A pergunta que a gente levou pra casa foi esta: a ferramenta ainda importa pra carreira, ou virou só mais uma rede social cheia de influenciador?
O que a Fernanda defendeu
Pra ela, o currículo começa antes da entrevista, e a presença digital também comunica. O perfil precisa estar completo e atualizado, com foto profissional e um resumo objetivo. Só existir não basta: é preciso publicar, interagir, seguir empresas e recrutadores e fazer networking de verdade. Ela também deixou claro que networking não é pedir emprego. É construir relações que façam sentido.
Sobre IA, a orientação foi usar a ferramenta pra melhorar os textos e organizar o perfil, mas sem copiar tudo pronto. Vale conferir as informações, manter a autenticidade e usar a IA como apoio, não como substituta do pensamento.
O que a gente pensa
A gente concorda com a Fernanda e quer levar a ideia um passo adiante.
O LinkedIn não é uma rede de conteúdo. É uma rede de reputação. O que você publica mostra como você pensa. O que você comenta mostra como você trata as pessoas. Os projetos que você mostra dizem o que você entrega. Quem lê seu perfil não está procurando entretenimento. Está decidindo se confia em você.
E reputação se constrói antes de você precisar dela. Tem uma parte chata do mercado de que pouca gente fala: vaga boa quase nunca vira anúncio. Ela circula entre pessoas que já se conhecem e já viram o trabalho umas das outras. Quando o anúncio chega ao Gupy ou ao Indeed, que a Fernanda também citou, alguém indicado pode já estar na frente. Essas plataformas continuam valendo, mas lá você disputa com todo mundo ao mesmo tempo.
Por isso um evento como a SESINFO importa. É networking ao vivo, com gente da área disposta a ajudar quem está começando. O LinkedIn é onde essa conversa continua depois que o evento acaba. Não é à toa que, lá, adicionar alguém se chama “conectar”.
Git não é diferencial
A Fernanda colocou o GitHub entre as ferramentas importantes. A gente concorda, com uma ressalva: pra quem quer trabalhar com desenvolvimento, saber Git não é diferencial, é pré-requisito. GitHub, GitLab, Forgejo, Gitea: a plataforma muda, o Git continua o mesmo. O que conta é saber versionar, revisar o código de outra pessoa, resolver conflito e trabalhar em equipe sem atropelar o trabalho de ninguém. E o seu GitHub entra na mesma reputação: é onde dá pra ver, de fato, o que você entrega.
Aprenda Git. E aprenda direito.
O que a gente procura
Na Nexus Jr., reputação pesa mais que currículo bonito. A gente não procura quem já sabe tudo. Procura quem mostra o que faz, aceita revisão e trata bem quem trabalha do lado. Se você está começando, não espere ter o projeto perfeito pra aparecer. Sobe no GitHub o que você fez, conta no LinkedIn o que aprendeu e conecta com quem você conheceu na SESINFO. É assim que reputação começa.
Obrigado à professora Fernanda Moraes pela noite.
As inscrições do processo seletivo estão abertas.